A crise econômica do governo Lula e a estagnação do Brasil
Os números do PIB já escancararam a estagnação. O Arcabouço Fiscal de papel e a política de juros usurária já mostraram a cara perversa do governo com o trabalhador e o empresariado. Mas falta um capítulo essencial para entender o desastre de 2026: a desindustrialização patrocinada pelo Estado e a transformação da máquina pública em um balcão de assistencialismo barato para compra de votos, enquanto o país perde sua capacidade de gerar riqueza real.

O governo Lula gosta de se vestir com a roupagem do desenvolvimento, mas os números do PIB de 2025 são implacáveis: a indústria brasileira definha. Enquanto o agronegócio, por condições climáticas e demanda externa, segurou as pontas, a indústria de transformação – aquela que agrega valor, gera emprego qualificado e paga melhores salários – encolheu ou estagnou.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou uma variação real de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, um resultado que ficou abaixo das expectativas do mercado e acendeu o sinal de alerta para a saúde da economia . No acumulado do ano, o crescimento de 2,3% representa o pior desempenho desde a retração de 2020, marcando uma desaceleração significativa frente aos 3,4% de 2024
Onde está a "Nova Indústria Brasil" prometida? Onde está o plano ousado para competir com a China, com a reindustrialização dos EUA ou com a retomada industrial da Europa?
O que vemos é o oposto. O governo Lula abandonou qualquer pretensão de política industrial de longo prazo em troca de um modelo primário-exportador dependente, exatamente o oposto do que prega seu discurso. Sem linhas de crédito subsidiadas competitivas, sem desburocratização, sem segurança jurídica e com juros estratosféricos (15% ao ano), ninguém investe em fábrica nova.
O resultado é o "PIB da Fazenda": crescemos quando chove e a soja vai bem. Mas quando a indústria, que deveria dar sustentação, não reage, qualquer vento externo derruba o país. E o vento agora é um furacão vindo de Ormuz. Sem indústria forte, o Brasil não produz bens de capital, não fabrica máquinas, não refina petróleo com eficiência e fica refém da importação de tudo, inclusive de derivados, tornando a disparada do petróleo um golpe ainda mais mortal.
Se não há projeto para a indústria, há muito projeto para o assistencialismo. O governo Lula aprofundou, como nunca, a transformação do cidadão em dependente do Estado. Programas sociais, que deveriam ser pontuais e acompanhados de políticas de emancipação, foram turbinados e transformados na principal política econômica do governo.
Não se trata de defender a maldade contra os pobres. Trata-se de constatar um fato: o governo usa a máquina pública para comprar votos com migalhas, enquanto nega ao pobre a oportunidade de um emprego digno na indústria.
O Bolsa Família e seus congêneres viraram um fim em si mesmos. O discurso de "cuidar dos pobres" esconde a falta de vergonha na cara de não criar empregos. É mais fácil, barato e eleitoralmente eficiente distribuir uma cesta básica ou um auxílio do que enfrentar o sistema financeiro para baixar os juros, enfrentar o lobby para desburocratizar a economia ou criar as condições para que o setor privado invista e gere vagas de trabalho.
Agora, com o petróleo disparando e a inflação voltando com força, o governo corre para o único remédio que conhece: aumentar o gasto assistencialista para tentar mitigar a fome e a revolta. É o "gasolina lá em cima, auxílio lá embaixo".
O governo Lula criou um ciclo vicioso letal: o assistencialismo compra votos no curto prazo, mas mata a capacidade produtiva do país no longo prazo. O resultado é uma nação de dependentes do Estado, sem fábricas, sem inovação, e absolutamente vulnerável a qualquer crise externa.