Mundo
Israel intensifica ataque ao Líbano
Ataques israelenses deixam 10 civis mortos no sul do Líbano em meio à intensificação dos confrontos com vistas a formar o Grande Israel.
Araghchi deixa equipe de Trump no vácuo em Islamabad e encontra Putin em Moscou: a imagem de uma derrota diplomática dos EUA
A tentativa dos Estados Unidos de reabrir negociações com o Irã sofreu um constrangimento público em Islamabad, no Paquistão, depois que Abbas Araghchi deixou o país sem se reunir com os emissários de Donald Trump. Pouco depois, o chanceler iraniano seguiu para a Rússia e foi recebido por Vladimir Putin, que elogiou a resistência iraniana e prometeu apoio diplomático. A sequência reforçou a percepção de que Washington perdeu iniciativa política na guerra e agora tenta transformar pressão militar em negociação, sem conseguir impor ao Irã uma imagem de rendição.
Manifesto da Palantir escancara a nova guerra pelo poder: inteligência artificial, soberania e militarização do Estado
: A Palantir, uma das empresas mais influentes do setor de dados, inteligência artificial e defesa dos Estados Unidos, provocou forte repercussão internacional ao publicar um manifesto de 22 pontos que resume a visão política de The Technological Republic, livro do CEO Alex Karp e de Nicholas Zamiska. O texto defende uma nova aliança entre Vale do Silício, Estado e indústria militar, sustenta que o “poder duro” do século XXI será construído por software
Assembleia Católica da Terra Santa condena profanação de imagem de Cristo por soldado israelense no Líbano
A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, em comunicado assinado pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa, condenou a profanação de uma imagem de Jesus Crucificado por um soldado israelense em uma vila cristã no sul do Líbano. A entidade afirmou que o episódio se soma a outros casos relatados de desrespeito a símbolos cristãos por soldados do IDF e cobrou responsabilização imediata. Autoridades israelenses condenaram o ato e prometeram investigação.
O Irã viola a Lei Internacional ao Atacar os países do Golfo?
Com a escalada do conflito regional entre os Estados Unidos, Israel e Irã, novas questões jurídicas estão surgindo em relação à expansão do campo de batalha.
Quando o poder temporal desafia a Cátedra de Pedro: os ataques de Trump a Leão XIV e a degradação moral de uma crise
A crise entre Donald Trump e o Papa Leão XIV se transformou, nos últimos dias, em um dos confrontos mais simbólicos entre poder político e autoridade moral no cenário internacional. Após ser criticado pelo pontífice por sua condução da guerra no Irã e pela “ilusão de onipotência” que alimenta o conflito, Trump atacou diretamente o papa, recebeu o apoio de JD Vance e agravou a controvérsia ao publicar uma imagem de IA em estética semelhante à de Cristo. A resposta de Leão XIV foi a de um pontífice que se recusa a silenciar diante da guerra: falou de paz, de dignidade dos povos, de direito internacional e do dever cristão de resistir à instrumentalização do sagrado.
Vaticano enfrenta intimidação do Pentágono em meio à escalada belicista dos EUA
A revelação de uma reunião sigilosa entre o Pentágono e o representante do Vaticano nos EUA aprofundou o choque entre Washington e o Papa Leão XIV. Embora o Departamento de Defesa negue que tenha havido intimidação, o episódio ocorre justamente quando o pontífice endurece seu discurso contra a guerra e contra ameaças à população iraniana, reforçando entre católicos a percepção de que a voz moral da Igreja voltou a incomodar o poder temporal.
Trump ameaça devastação total, recua no último instante e expõe blefe na guerra contra o Irã
Trump ameaçou ampliar devastadoramente a guerra contra o Irã, falou em destruir infraestrutura civil e elevou o discurso a um ponto extremo; horas depois, porém, aceitou uma pausa de duas semanas mediada pelo Paquistão. O recuo, somado à avaliação interna da Casa Branca de que a retórica servia como pressão negociadora, reforça a leitura de que o ultimato das últimas horas teve mais de blefe calculado do que de decisão irreversível.
Trump sobe o tom contra o Irã, mas discurso apocalíptico pode esconder mais um blefe calculado
A nova fala de Trump contra o Irã, em tom apocalíptico, parece menos um anúncio inequívoco de ataque imediato e mais uma repetição de seu padrão recente: ameaças máximas, prazos sucessivamente adiados e negociação paralela. O risco de guerra existe, mas o discurso também pode ser lido como blefe estratégico para pressionar o Irã e dominar o noticiário.








