Mundo
O Irã viola a Lei Internacional ao Atacar os países do Golfo?
Com a escalada do conflito regional entre os Estados Unidos, Israel e Irã, novas questões jurídicas estão surgindo em relação à expansão do campo de batalha.
Quando o poder temporal desafia a Cátedra de Pedro: os ataques de Trump a Leão XIV e a degradação moral de uma crise
A crise entre Donald Trump e o Papa Leão XIV se transformou, nos últimos dias, em um dos confrontos mais simbólicos entre poder político e autoridade moral no cenário internacional. Após ser criticado pelo pontífice por sua condução da guerra no Irã e pela “ilusão de onipotência” que alimenta o conflito, Trump atacou diretamente o papa, recebeu o apoio de JD Vance e agravou a controvérsia ao publicar uma imagem de IA em estética semelhante à de Cristo. A resposta de Leão XIV foi a de um pontífice que se recusa a silenciar diante da guerra: falou de paz, de dignidade dos povos, de direito internacional e do dever cristão de resistir à instrumentalização do sagrado.
Vaticano enfrenta intimidação do Pentágono em meio à escalada belicista dos EUA
A revelação de uma reunião sigilosa entre o Pentágono e o representante do Vaticano nos EUA aprofundou o choque entre Washington e o Papa Leão XIV. Embora o Departamento de Defesa negue que tenha havido intimidação, o episódio ocorre justamente quando o pontífice endurece seu discurso contra a guerra e contra ameaças à população iraniana, reforçando entre católicos a percepção de que a voz moral da Igreja voltou a incomodar o poder temporal.
Trump ameaça devastação total, recua no último instante e expõe blefe na guerra contra o Irã
Trump ameaçou ampliar devastadoramente a guerra contra o Irã, falou em destruir infraestrutura civil e elevou o discurso a um ponto extremo; horas depois, porém, aceitou uma pausa de duas semanas mediada pelo Paquistão. O recuo, somado à avaliação interna da Casa Branca de que a retórica servia como pressão negociadora, reforça a leitura de que o ultimato das últimas horas teve mais de blefe calculado do que de decisão irreversível.
Trump sobe o tom contra o Irã, mas discurso apocalíptico pode esconder mais um blefe calculado
A nova fala de Trump contra o Irã, em tom apocalíptico, parece menos um anúncio inequívoco de ataque imediato e mais uma repetição de seu padrão recente: ameaças máximas, prazos sucessivamente adiados e negociação paralela. O risco de guerra existe, mas o discurso também pode ser lido como blefe estratégico para pressionar o Irã e dominar o noticiário.
Cardeal Pizzaballa celebra paixão de Cristo, na Igreja do Santo Sepulcro, com portas fechadas
O fechamento da Igreja do Santo Sepulcro por autoridades do Estado de Israel não é um episódio banal. Trata-se de um fato que rompe um padrão histórico milenar — e justamente por isso exige ser dito com clareza, já que expõe o projeto de eliminar a presença cristã da Palestina.
Proibição a Pizzaballa no Santo Sepulcro no Domingo de Ramos afronta a liberdade de culto dos católicos em Jerusalém
A decisão da polícia israelense de impedir, neste domingo, 29 de março de 2026, a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do custodiante da Terra Santa no Santo Sepulcro para a celebração da Missa de Domingo de Ramos representa um precedente gravíssimo. Mesmo em meio à guerra e às restrições de segurança, a medida foi classificada pelas autoridades católicas locais como desproporcional, irrazoável e contrária à liberdade de culto e ao status quo dos lugares santos de Jerusalém.
Irã desmente Trump e nega negociações; recuo dos EUA expõe presidente em momento delicado
Teerã rejeitou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, a versão de Donald Trump de que haveria conversas “muito boas e produtivas” em curso entre os dois países. A negativa iraniana atinge em cheio a narrativa da Casa Branca e reforça a percepção de que o presidente americano atravessa um momento de forte desgaste político e diplomático no conflito.
Irã diz que morte de General não afetou produção de mísseis.
A morte do general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel marca mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio.








