Irã diz que morte de General não afetou produção de mísseis.
A morte do general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel marca mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio.

Apesar do impacto simbólico da perda de um dos principais comunicadores do regime iraniano, Teerã reagiu de forma imediata: um comunicado atribuído ao próprio Naeini — divulgado poucas horas após sua morte — afirmou que a produção de mísseis do país “continua” e “não é motivo de preocupação”.
A declaração contrasta diretamente com as afirmações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que vinha sustentando que os ataques recentes teriam degradado significativamente a capacidade militar iraniana, incluindo seus programas de mísseis e enriquecimento nuclear. Segundo fontes internacionais, antes de morrer, Naeini já havia rejeitado essas alegações, insistindo que o Irã mantinha intacta sua capacidade estratégica e capacidade de dissuasão.
O episódio ocorre no contexto de uma campanha militar mais ampla conduzida por Washington e Tel Aviv, iniciada no fim de fevereiro de 2026, com o objetivo declarado de enfraquecer o aparato militar iraniano. Desde então, diversos alvos estratégicos foram atingidos, incluindo instalações militares, centros de comando e figuras de alto escalão. A morte de Naeini soma-se à eliminação de outros líderes relevantes, indicando uma estratégia de “decapitação” da cadeia de comando iraniana.