Formação e Doutrina

A fé racional no cristianismo

Erick Labanca é graduando em Direito e autor de artigos teológicos, filosóficos e jurídicos.

JPor João Jorge Neto
8 de abr. de 20268 Visitas
A fé racional no cristianismo

O cristianismo embasa-se em uma fé racional, principalmente o catolicismo. Não é uma religião de fortes emoções e badernas anti-litúrgicas. Pelo contrário: Deus é Logos. Assim diz Joseph Ratzinger em sua obra “O Deus da fé e o Deus dos filósofos”.

Na aludida obra, o cardeal Ratzinger distingue três tipos de religião na Grécia Antiga: a civil, a política e a natural ou filosófica. O autor identifica o cristianismo como uma religião natural ou filosófica na medida em que a referida religião bebeu das fontes gregas no que tange à filosofia.

Também, Ratzinger afirma, utilizando a melhor bibliografia teológica, que a razão sem a fé é opaca, como um Santo do pa’oco. Outrossim, a fé sem a razão leva a fanatismo, fugindo do caminho de Cristo.

No momento em que o Verbo se encarna, o Logos deixa de ser distante do homem para chamá-lo a Si. Ou seja: Deus se encarna como Jesus Cristo, que não perde sua divindade e tampouco sua humanidade (União Hipostática). Ele é o mediador entre o Pai e a humanidade, concedendo-nos a graça gratuitamente para que tenhamos a vida eterna.

Jesus Cristo foi um filósofo e, ao mesmo tempo, pastor por excelência! Pastor porque guia suas ovelhas enquanto caminho; filósofo enquanto é a Verdade; e Deus enquanto é a Vida.

Por Erick Labanca