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Assassinato do padre Pierre El Raii expõe barbaridade sionista no sul do Líbano

Padre Pierre El Raii, pároco maronita de Qlayaa, no sul do Líbano, morreu na segunda-feira, 9 de março de 2026, após ser atingido durante um ataque enquanto tentava socorrer um paroquiano ferido. O caso, atribuído por diferentes veículos a bombardeio ou disparos israelenses, provoca indignação e reforça denúncias sobre a escalada de violência contra civis e religiosos na região.

EPor Eduardo Carvalho
10 de mar. de 202651 Visitas
Assassinato do padre Pierre El Raii expõe barbaridade sionista no sul do Líbano

O assassinato do padre maronita Pierre El Raii, morto na tarde de 9 de março de 2026 em Qlaya’a/Qlayaa, no sul do Líbano, é mais um episódio brutal da escalada de violência que vem atingindo civis, comunidades cristãs e agentes humanitários na região. Segundo o Vatican News, o sacerdote foi atingido durante um bombardeio que alcançou uma casa na área de sua paróquia; ele havia corrido para socorrer um paroquiano ferido quando um novo ataque ocorreu, deixando-o gravemente ferido. Levado ao hospital, não resistiu.

Relatos de veículos católicos e internacionais apontam de forma ainda mais direta para a responsabilidade israelense. O National Catholic Reporter informou que o padre, identificado também como Pierre al-Rahi / el-Raï, foi morto por disparo de tanque israelense no sul do Líbano. A Al Jazeera, citando o jornal libanês L’Orient-Le Jour, também registrou que o sacerdote morreu após um segundo ataque atingir o local para onde moradores haviam corrido para prestar socorro.

Não se trata de uma morte colateral qualquer. Trata-se de um padre que, em meio ao terror, saiu para ajudar feridos. Ou seja: um homem desarmado, em missão de socorro, foi morto num cenário em que o alvo já havia atraído civis e auxiliadores. Isso agrava a gravidade política, moral e humanitária do caso. O próprio Papa Leão XIV manifestou “profunda tristeza” pela morte de Pierre El-Rahi e pelos muitos inocentes atingidos nos bombardeios no Oriente Médio, mencionando nominalmente o sacerdote libanês.

A morte de Pierre El Raii lança luz sobre a situação dramática das aldeias cristãs do sul do Líbano. De acordo com o National Catholic Reporter, o padre havia se recusado, junto com outros religiosos, a abandonar a vila de Qlayaa, mesmo sob ordem de evacuação militar. Já a Agenzia Fides destacou que o episódio intensificou o clima de medo e pressão sobre os cristãos da região, divididos entre fugir e permanecer em suas terras.

Padre Pierre El Raii morreu em martírio, não apenas porque perdeu a vida de forma violenta, mas porque foi assassinado no cumprimento de sua missão sacerdotal, ao correr para socorrer um ferido em meio ao terror da guerra. Sua morte não foi a de um homem que fugiu do sofrimento, e sim a de um pastor que permaneceu junto ao seu povo até o fim, oferecendo a própria vida em testemunho de fé, caridade e coragem cristã contra o poder sionista.