Ataques e danos a igrejas históricas acendem alerta em Minas Gerais
Três ocorrências registradas em fevereiro de 2026 reacenderam o debate sobre segurança e preservação de templos católicos históricos em Minas Gerais.

Os casos envolvem vandalismo, furto e danos estruturais em igrejas de relevância religiosa e patrimonial no estado.
Em São João del-Rei, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi alvo de pichação na porta principal durante a madrugada. O templo, que integra o conjunto colonial da cidade e é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), teve frases ofensivas registradas na fachada. A Polícia Civil abriu investigação para identificar os responsáveis.
Já em Belo Horizonte, o Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia (Igreja da Boa Viagem) sofreu arrombamento e furto. Segundo informações divulgadas pela paróquia, objetos foram levados após invasão pela lateral do prédio, embora não tenham sido subtraídos itens litúrgicos de maior valor religioso.
Por fim, em Diamantina, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário registrou desabamento parcial de elemento da fachada após fortes chuvas. O episódio evidenciou a fragilidade estrutural de construções históricas diante de intempéries e da necessidade de manutenção constante.
Embora os casos tenham naturezas distintas, eles reforçam a preocupação de autoridades e comunidades locais com a proteção de igrejas que, além de espaços de culto, constituem parte fundamental do patrimônio histórico e cultural mineiro.