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Caso Epstein: documentos do FBI trazem acusação de estupro contra Trump feita por mulher que diz ter sido abusada na adolescência

Novos documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein trouxeram à tona o depoimento de uma mulher que afirmou ao FBI ter sido estuprada por Donald Trump quando era adolescente. O material, divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, reúne a acusação da denunciante, mas não representa condenação judicial nem acusação formal contra o ex-presidente, que nega as alegações.

EPor Eduardo Carvalho
7 de mar. de 202615 Visitas
Caso Epstein: documentos do FBI trazem acusação de estupro contra Trump feita por mulher que diz ter sido abusada na adolescência

Uma nova leva de documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein colocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no centro de uma controvérsia delicada. Registros do FBI tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos EUA reúnem o relato de uma mulher que afirmou ter sido abusada sexualmente por Trump quando ainda era adolescente, na década de 1980, após ter sido apresentada a ele por Epstein.

De acordo com os arquivos divulgados, a mulher disse aos investigadores federais que tinha entre 13 e 15 anos quando passou a frequentar o círculo de Epstein. Em seu depoimento, ela relatou que sofreu abuso sexual e atribuiu a Trump um episódio de violência sexual ocorrido naquele contexto. Os documentos, porém, registram alegações prestadas ao FBI, e não uma conclusão formal da investigação ou condenação judicial sobre o caso.

A divulgação desses registros ganhou repercussão porque parte desse material havia ficado fora de lotes anteriores de documentos do caso Epstein. Segundo o Departamento de Justiça, os arquivos não haviam sido publicados antes por causa de um erro de classificação, que os tratou como duplicados. Após a descoberta da omissão, os papéis foram liberados.

A Casa Branca reagiu com dureza e negou as acusações, classificando o conteúdo como infundado e sem sustentação em provas confiáveis. Trump também nega envolvimento em crimes ligados a Epstein e sustenta há anos que rompeu relações com o financista antes de sua queda pública.

Os documentos divulgados agora reacendem o debate sobre a transparência das autoridades americanas na liberação dos chamados “arquivos Epstein”, além de ampliar a pressão política sobre o Departamento de Justiça. Ainda assim, até o momento, o material revelado representa o relato de uma denunciante em registros do FBI, sem que tenha havido acusação criminal formal ou decisão judicial confirmando a versão apresentada.