Chuvas históricas e deslizamentos deixam rastro de morte na Zona da Mata; mortos chegam a 70 em Minas
Juiz de Fora e Ubá concentram a maior parte das vítimas após temporais que provocaram enchentes, desmoronamentos e bairros inteiros soterrados. Equipes seguem em buscas e autoridades mantêm alerta para novas pancadas de chuva.

A tragédia provocada pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira ganhou novos contornos neste sábado (28/02/2026). O número de mortos chegou a 70, com 64 óbitos em Juiz de Fora e seis em Ubá, segundo atualizações divulgadas ao longo do dia por fontes oficiais e pela imprensa.
Além das perdas humanas, o desastre deixou uma crise social imediata: há quase 4 mil pessoas desalojadas nas duas cidades — com cerca de 725 desabrigados em abrigos temporários e estruturas de acolhimento.
O que aconteceu
Os temporais atingiram a região a partir do início da semana e se intensificaram com episódios de chuva extrema, elevando o nível de rios e córregos e desencadeando deslizamentos de encostas. Em Juiz de Fora, um dos cenários mais críticos, áreas de morro e bairros próximos a cursos d’água foram tomados por lama, entulho e enxurradas, com registros de casas destruídas e vias bloqueadas.
As operações de resgate continuam com atuação do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários, mas o trabalho é dificultado pela instabilidade do solo e pelo risco de novos desmoronamentos em áreas já fragilizadas.
Buscas continuam e o alerta permanece
Mesmo com a queda no volume de chuva em alguns períodos, as autoridades mantêm o estado de atenção: o risco não termina quando a chuva para, porque o solo encharcado aumenta a chance de novos deslizamentos e desabamentos. Na prática, isso exige evacuações preventivas e restrição de circulação em encostas e margens de rios.
Resposta do poder público
O governo federal anunciou ampliação das ações de apoio aos municípios atingidos, incluindo mobilização de estruturas de assistência e a agenda de visita presidencial à região para sobrevoo e reunião com prefeitos de cidades afetadas.
Também houve divulgação de medidas e acompanhamentos por ministérios ligados à assistência social e resposta a emergências, com foco em acolhimento e repasses emergenciais.
Como ajudar e como se proteger
Evite encostas, morros e áreas com rachaduras em casas, muros ou chão.
Se houver barulhos, estalos, queda de barreira, inclinação de árvores/postes, saia imediatamente e acione a Defesa Civil.
Não atravesse enxurradas e não dirija por ruas alagadas.
Doações costumam ser centralizadas por prefeituras e entidades locais (abrigos pedem, principalmente, água, alimentos, material de higiene, roupas e colchões).