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Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça “incendiar” navios, diz mídia

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atingir navios que tentem cruzar a rota, segundo a mídia iraniana repercutida pela CNN Brasil. A medida eleva a tensão no Golfo em meio à escalada do conflito regional e acende alerta para impactos globais, já que o estreito é um dos principais corredores do comércio mundial de petróleo e gás.

EPor Eduardo Carvalho
3 de mar. de 20263 Visitas
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça “incendiar” navios, diz mídia

TEERÃ / GOLFO PÉRSICO — O Irã declarou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente cruzar a passagem, segundo informações divulgadas pela mídia iraniana e repercutidas pela CNN Brasil.

A sinalização ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, atribuída a um ataque israelense, segundo a mídia estatal iraniana. O anúncio eleva o risco de interrupção de uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta: aproximadamente 20% do petróleo e gás comercializados no mundo costumam passar pelo estreito, de acordo com dados do governo dos Estados Unidos citados pela CNN Brasil.

Rota vital para energia e comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e corta águas territoriais do Irã e de Omã. Por ali escoam principalmente cargas originadas de produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, o que faz do corredor um “gargalo” para o mercado global de energia.

Ataque a petroleiro aumenta tensão

Horas antes e ao longo do mesmo dia do anúncio, veículos internacionais registraram incidentes envolvendo navegação na área. A Guarda Revolucionária do Irã informou que um navio petroleiro identificado como Athe Nova estaria em chamas após ser atingido por dois drones, conforme noticiado pela CNN Brasil.

Reação do setor e alertas de segurança

A deterioração do cenário já vinha provocando ajustes operacionais e alertas de risco. Ainda no sábado (28), a agência Reuters reportou que embarcações passaram a receber transmissões por rádio indicando que “nenhum navio está autorizado a atravessar o Estreito de Ormuz”, segundo um oficial ligado a uma missão naval europeia.

Também segundo a Reuters, agentes do setor marítimo e energético relataram crescentes disrupções, com orientações para cautela e avisos de que a segurança da navegação não poderia ser garantida em áreas que incluem o Golfo, o Golfo de Omã, o Mar Arábico do Norte e o próprio Estreito de Ormuz.

Impacto esperado: pressão no preço do petróleo

Analistas apontam que qualquer bloqueio — mesmo parcial — tende a elevar prêmios de risco no petróleo e encarecer fretes e seguros marítimos. A CNN Brasil destaca que a interrupção do tráfego pode afetar cerca de um quinto do fluxo global e pressionar os preços do petróleo bruto de forma significativa.

Contexto: escalada de ataques e retaliações

De acordo com a CNN Brasil, Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro uma onda de ataques contra o Irã, e Teerã respondeu com retaliações envolvendo países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas. A declaração sobre Ormuz surge, portanto, como mais um passo na elevação do custo regional e global do conflito.

A situação segue em evolução e autoridades internacionais monitoram os efeitos na navegação comercial e no fornecimento de energia.

Com informações da CNN Brasil e de agências internacionais.