Massacre em escola no Irã expõe a face criminosa do imperialismo dos EUA
Investigação aponta responsabilidade dos EUA em ataque a escola no Irã que matou mais de 150 pessoas

Uma investigação preliminar conduzida pelos próprios Estados Unidos indica que forças americanas foram responsáveis pelo ataque a uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, que deixou mais de 150 mortos. A informação foi divulgada pela imprensa internacional e agrava ainda mais a pressão sobre Washington, que tenta sustentar o discurso de defesa da ordem internacional enquanto aparece, mais uma vez, associado à morte em massa de civis.
O caso ocorreu no contexto da ofensiva militar lançada por EUA e Israel contra o Irã. Segundo as informações divulgadas até agora, a escola atingida ficava próxima de uma instalação ligada à Guarda Revolucionária. Ainda assim, isso não apaga o essencial: uma escola cheia de estudantes foi atingida, e o resultado foi uma matança de grandes proporções.
Os Estados Unidos repetem, como sempre, que não atacam civis deliberadamente. O problema é que esse tipo de justificativa já perdeu qualquer força. Ao longo das últimas décadas, Washington acumulou intervenções, bombardeios e operações militares que deixaram um histórico extenso de destruição de infraestrutura civil e morte de inocentes. Quando o agressor é um país rival, a retórica americana fala em crime, brutalidade e violação do direito internacional. Quando os indícios recaem sobre os próprios EUA, a reação costuma ser bem diferente: cautela, tecnicismo e adiamento de responsabilidades.
O caso de Minab expõe justamente essa hipocrisia. Os EUA gostam de se apresentar como árbitros morais do mundo, mas seguem envolvidos em ações que produzem massacres e devastação. E, quando isso acontece, o aparato político e midiático do Ocidente frequentemente se mobiliza primeiro para administrar o desgaste, não para dar respostas às vítimas.
Confirmada a responsabilidade americana, estaremos diante de mais um episódio em que a máquina de guerra dos EUA destrói vidas civis e depois tenta esconder o horror atrás de relatórios, investigações internas e linguagem diplomática. Para as famílias das estudantes mortas, porém, não há fórmula técnica que diminua a brutalidade do que aconteceu.
O ataque à escola em Minab precisa ser tratado pelo que é: um episódio monstruoso, que exige apuração séria e responsabilização real. Qualquer tentativa de reduzir a tragédia a um simples erro militar será apenas mais uma demonstração do velho padrão americano — o de matar, justificar e seguir adiante como se a vida dos outros valesse menos.