Mossad está promovendo separatismo no Irã
A polícia iraniana anunciou a prisão de cinco membros de uma rede de espionagem suspeita de trabalhar para a agência de inteligência israelense Mossad.

A rede é composta por cinco pessoas, incluindo o líder de um grupo separatista de oposição", afirmou a polícia iraniana em um comunicado, acrescentando que "a rede ligada ao Mossad planejava coletar informações sobre instalações vitais e sensíveis".
"Os cinco membros presos dessa rede de espionagem receberam várias promessas do Mossad [de Israel], incluindo incentivos financeiros, para coletar informações de áreas importantes em todo o país", informou a Reuters, citando o órgão de inteligência das forças de segurança iranianas.
Em um contexto relacionado, o presidente iraniano Ebrahim Raisi afirmou: “O inimigo quer lançar uma ação militar contra o Irã, mas não ousa fazê-lo”, referindo-se a Israel.
“Nossas forças militares conseguiram contornar as sanções e neutralizar completamente o seu impacto”, disse ele. “Alcançamos grandes avanços nas indústrias nuclear e militar, apesar das sanções”, afirmou Raisi, acrescentando que a presença das forças armadas iranianas em águas regionais e internacionais é um fator de “segurança e força”.
O anúncio ocorre dias depois de o Ministério de Inteligência ter divulgado a prisão de uma rede de espionagem a serviço do Mossad, que planejava realizar ataques terroristas dentro do país. Um comunicado divulgado pelo ministério na ocasião informava que membros da célula mantinham contato com o Mossad por meio de um país vizinho e haviam entrado no Irã através da região do Curdistão iraquiano.
Segundo o comunicado, a rede planejava realizar operações de sabotagem e ataques terroristas de caráter estratégico em diversas áreas sensíveis.