Política

Nomeação de Generala acende debate sobre papel da mulher nas Forças Armadas

A guerra entre Rússia e Ucrânia ficou conhecida por mobilizar mulheres para o Front, sobretudo ucranianas. Cerca de 70 mil mulheres foram mobilizadas por Kiev para suprirem as baixas masculinas.

RPor Rafael Queiroz
3 de abr. de 20262 Visitas
Nomeação de Generala acende debate sobre papel da mulher nas Forças Armadas

Na atualidade há uma celebração da presença de mulheres em Forças Armadas em que pesem os riscos de uma guerra e o ambiente insalubre da mesma, questões que jamais são colocadas no centro do debate público, desviado para sentimentalismos em torno do direito das mulheres sem considerar os possíveis efeitos sociais deles para a sobrevivência duma coletividade nacional.

A percepção tradicional era bem diferente pois sempre encarou a guerra um negócio de homens com vistas a preservar as mulheres das agruras da existência e a capacidade de um povo se reconstituir em caso de uma derrota militar. O homem pós-moderno tem dificuldade em enxergar a natureza da realidade, substituindo-a por representações utópicas como direito da mulher no geral.

Tal contexto se revela na recente nomeação de Cláudia Gusmão para o cargo de Generala do Exército Brasileiro. A oficial em tela sempre se notabilizou por ser uma médica dedicada, seu mérito é inegável. Sua carreira militar foi dedicada a área médica e, a partir de agora, ela poderá administrar unidades militares.

Alguns poderão argumentar que o papel das mulheres nas Forças Armadas se restringe a papéis administrativos ou de enfermaria e que a nomeação de uma Generala é mais simbólica que outra coisa. Mas o fato é que, partindo dos pressupostos da recente nomeação, a porta está aberta para a formação generalizada de tropas femininas no EB e uma vez que uma guerra inicie, mulheres poderão acabar sendo utilizadas como tropa, como acontece agora na Ucrânia. Um exército de mulheres defendendo um povo, país, nação? Imaginem que esse exército vai para uma guerra, que é derrotado em várias batalhas e sofre baixas enormes, resultando em número significativo de mulheres mortas. Como esse país, povo, nação vai se reconstituir depois disso, sem milhares de ventres para gerar filhos? É por isso que mulheres em Forças Armadas envolvem riscos imensos e isto não tem a ver com a discussão sobre o mérito da nova generala do EB ou se mulheres poderiam se sair bem no campo de batalha, que é o terreno para onde a militância feminista pretende levar a questão. O ponto é inteiramente outro.

Resta claro que a decisão do EB foi influenciada pelo Governo do PT e de Lula, cujo carro chefe virou a defesa de pautas feministas mesmo que em prejuízo da Nação. Na falta de um projeto trabalhista e desenvolvimentista o PT tenta angariar apoio apostando em pautas identitárias divisórias. O EB, deveria, por sua vocação, pensar a questão nacional acima de tudo, em vez de se submeter a uma interferência ideológica em seus assuntos internos.