O povo brasileiro diz não ao aborto.
Em diversas pesquisas o povo brasileiro deixou claro ser contra o aborto.

No Brasil, pesquisas de opinião têm demonstrado de maneira consistente que a maioria da população rejeita a legalização do aborto. Diversos levantamentos recentes indicam que cerca de dois terços dos brasileiros se declaram contrários à prática, o que revela algo profundamente enraizado na consciência moral do povo: a percepção de que a vida humana, especialmente a mais frágil e indefesa, merece proteção.
O aborto não é apenas uma questão política ou legislativa; trata-se, antes de tudo, de uma questão moral fundamental. O que está em jogo é a vida de um ser humano inocente, ainda no ventre materno, que não tem voz, defesa ou possibilidade de resistir. Interromper deliberadamente essa vida constitui um atentado direto contra o direito mais básico que existe: o direito de nascer.
A tradição cristã sempre foi clara e constante neste ponto. Desde os primeiros séculos, a Igreja condena o aborto como um grave desordem moral. O ensinamento católico afirma que a vida humana deve ser respeitada e protegida desde a concepção até a morte natural. Não se trata de uma posição circunstancial ou ideológica, mas de um princípio moral que decorre da própria lei natural e da dignidade da pessoa humana.
Por essa razão, um católico não pode apoiar o aborto sem entrar em contradição com a própria fé que professa. Apoiar leis, políticas ou práticas que permitam a eliminação deliberada de vidas inocentes significa cooperar com uma grave injustiça. A defesa da vida não é uma opção secundária dentro da moral cristã; ela está no coração do mandamento “não matarás”.
Além disso, uma sociedade que passa a considerar aceitável a eliminação dos mais vulneráveis corre o risco de corroer os próprios fundamentos da justiça. Se o direito à vida deixa de ser absoluto, todos os demais direitos tornam-se frágeis. A civilização se mede precisamente pela forma como protege aqueles que não podem se defender: os pobres, os doentes, os idosos e, de modo especial, os nascituros.
Para os católicos, essa defesa deve ser ainda mais firme. Não basta afirmar a fé em palavras; é necessário testemunhá-la na defesa concreta da vida. Em um mundo que muitas vezes relativiza o valor da existência humana, os cristãos são chamados a permanecer como voz dos que não têm voz, lembrando que toda vida humana, por menor e mais frágil que seja, é um dom de Deus e merece ser protegida.