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Os ataques ao Irã foram arquitetados pelo Lobby Sionista e não por Trump.

As ONGogs sionistas - organizações não governamentais criadas por orgãos de governo - manobraram para Trump atacar o Irã.

RPor Rafael Queiroz
6 de mar. de 202620 Visitas
Os ataques ao Irã foram arquitetados pelo Lobby Sionista e não por Trump.

A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã durante o governo de Donald Trump reacendeu o debate sobre o peso de redes de financiamento político e organizações de advocacy pró-Israel na formulação da política externa americana. Diversos financiadores privados e grupos de lobby defenderam publicamente políticas mais duras contra o regime iraniano, incluindo sanções ampliadas, isolamento diplomático e ações militares seletivas.

Grandes financiadores e valores envolvidos

Entre os financiadores mais influentes do campo pró-Israel nos Estados Unidos estão:

Sheldon Adelson e Miriam Adelson — o casal de bilionários do setor de cassinos doou mais de US$ 200 milhões para campanhas republicanas e super-PACs entre 2016 e 2020. Eles defenderam publicamente uma linha dura contra o Irã e apoiaram a retirada dos EUA do acordo nuclear.

Adam Milstein — empresário e filantropo que financiou projetos de advocacy pró-Israel e contribuiu com centenas de milhares de dólares para iniciativas de comunicação e mobilização política.

Les Wexner — bilionário do varejo que, por meio de fundações filantrópicas, também contribuiu com centenas de milhares de dólares para organizações de advocacy como a StandWithUs.

Esses recursos ajudam a sustentar uma rede de organizações de lobby e think tanks que atuam no debate político em Washington.

Medidas defendidas contra o Irã

Durante o governo de Donald Trump, várias políticas defendidas por setores pró-Israel foram efetivamente implementadas:

Saída do acordo nuclear com o Irã, o Joint Comprehensive Plan of Action, em 2018.

Política de “pressão máxima”, com sanções econômicas amplas contra o regime iraniano.

Ataques direcionados a lideranças militares iranianas, incluindo a morte do general Qasem Soleimani em 2020.

Aproximação estratégica ampliada com Israel, com forte alinhamento diplomático e militar.

Essas medidas foram defendidas por organizações de lobby como o AIPAC e por think tanks como a Foundation for Defense of Democracies, que produziram relatórios e propostas pedindo maior pressão contra o Irã.

O braço brasileiro da rede

A atuação dessas redes de advocacy também ocorre fora dos Estados Unidos. Uma das organizações mais ativas nesse campo é a StandWithUs, criada para promover a imagem de Israel e defender suas posições em debates políticos e acadêmicos.

No Brasil, a organização é dirigida pelo cientista político André Lajst, responsável por coordenar programas educacionais, palestras em universidades e iniciativas voltadas à formação de lideranças e formadores de opinião.

Além dessas atividades, Lajst possui acesso a determinados setores da mídia e da política brasileira. Entre os jornalistas que já o entrevistaram ou com quem divide espaço em programas de debate estão:

Felipe Moura Brasil

Duda Teixeira

Denise Campos de Toledo

No campo político, Lajst também participou de eventos institucionais e recebeu homenagens com presença ou apoio de figuras públicas, entre elas:

Carla Zambelli

Bruno Zambelli

Cris Monteiro

Esse conjunto de relações evidencia como organizações de advocacy internacional podem estabelecer conexões com jornalistas, parlamentares e espaços institucionais em outros países. No caso brasileiro, a atuação envolve palestras, eventos públicos e participação frequente em programas de análise política e internacional.

Conclusão

A política de pressão contra o Irã adotada durante o governo de Donald Trump foi apoiada por um ecossistema político mais amplo composto por grandes financiadores, organizações de lobby, think tanks e redes internacionais de advocacy. Parte dessa rede também opera fora dos Estados Unidos, inclusive no Brasil, onde organizações como a StandWithUs buscam influenciar debates acadêmicos, midiáticos e políticos relacionados ao Oriente Médio e à política de segurança de Israel.