Os ataques ao Irã foram arquitetados pelo Lobby Sionista e não por Trump.
As ONGogs sionistas - organizações não governamentais criadas por orgãos de governo - manobraram para Trump atacar o Irã.

A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã durante o governo de Donald Trump reacendeu o debate sobre o peso de redes de financiamento político e organizações de advocacy pró-Israel na formulação da política externa americana. Diversos financiadores privados e grupos de lobby defenderam publicamente políticas mais duras contra o regime iraniano, incluindo sanções ampliadas, isolamento diplomático e ações militares seletivas.
Grandes financiadores e valores envolvidos
Entre os financiadores mais influentes do campo pró-Israel nos Estados Unidos estão:
Sheldon Adelson e Miriam Adelson — o casal de bilionários do setor de cassinos doou mais de US$ 200 milhões para campanhas republicanas e super-PACs entre 2016 e 2020. Eles defenderam publicamente uma linha dura contra o Irã e apoiaram a retirada dos EUA do acordo nuclear.
Adam Milstein — empresário e filantropo que financiou projetos de advocacy pró-Israel e contribuiu com centenas de milhares de dólares para iniciativas de comunicação e mobilização política.
Les Wexner — bilionário do varejo que, por meio de fundações filantrópicas, também contribuiu com centenas de milhares de dólares para organizações de advocacy como a StandWithUs.
Esses recursos ajudam a sustentar uma rede de organizações de lobby e think tanks que atuam no debate político em Washington.
Medidas defendidas contra o Irã
Durante o governo de Donald Trump, várias políticas defendidas por setores pró-Israel foram efetivamente implementadas:
Saída do acordo nuclear com o Irã, o Joint Comprehensive Plan of Action, em 2018.
Política de “pressão máxima”, com sanções econômicas amplas contra o regime iraniano.
Ataques direcionados a lideranças militares iranianas, incluindo a morte do general Qasem Soleimani em 2020.
Aproximação estratégica ampliada com Israel, com forte alinhamento diplomático e militar.
Essas medidas foram defendidas por organizações de lobby como o AIPAC e por think tanks como a Foundation for Defense of Democracies, que produziram relatórios e propostas pedindo maior pressão contra o Irã.
O braço brasileiro da rede
A atuação dessas redes de advocacy também ocorre fora dos Estados Unidos. Uma das organizações mais ativas nesse campo é a StandWithUs, criada para promover a imagem de Israel e defender suas posições em debates políticos e acadêmicos.
No Brasil, a organização é dirigida pelo cientista político André Lajst, responsável por coordenar programas educacionais, palestras em universidades e iniciativas voltadas à formação de lideranças e formadores de opinião.
Além dessas atividades, Lajst possui acesso a determinados setores da mídia e da política brasileira. Entre os jornalistas que já o entrevistaram ou com quem divide espaço em programas de debate estão:
Felipe Moura Brasil
Duda Teixeira
Denise Campos de Toledo
No campo político, Lajst também participou de eventos institucionais e recebeu homenagens com presença ou apoio de figuras públicas, entre elas:
Carla Zambelli
Bruno Zambelli
Cris Monteiro
Esse conjunto de relações evidencia como organizações de advocacy internacional podem estabelecer conexões com jornalistas, parlamentares e espaços institucionais em outros países. No caso brasileiro, a atuação envolve palestras, eventos públicos e participação frequente em programas de análise política e internacional.
Conclusão
A política de pressão contra o Irã adotada durante o governo de Donald Trump foi apoiada por um ecossistema político mais amplo composto por grandes financiadores, organizações de lobby, think tanks e redes internacionais de advocacy. Parte dessa rede também opera fora dos Estados Unidos, inclusive no Brasil, onde organizações como a StandWithUs buscam influenciar debates acadêmicos, midiáticos e políticos relacionados ao Oriente Médio e à política de segurança de Israel.