Política

Supremo Tribunal Federal e uma das mais horríveis decisões da corte.

O STF no dia 26 de março enterrou a CPMI do INSS. A pergunta que fica é: Por que? Qual interesse em impedirem que as investigações da CPMI continuassem? Obviamente que uma decisão dessa não é normal e manda um sinal claro, a justiça desse país não está do lado dos mais fracos.

FPor Felipe Lencioni
31 de mar. de 20263 Visitas
Supremo Tribunal Federal e uma das mais horríveis decisões da corte.

No dia 26 de março, a maioria do Supremo Tribunal Federal tomou uma das (entre muitas e muitas decisões covardes e vergonhosas) decisões mais horríveis da história do tribunal, encerrar a CPMI do INSS, que investigava o roubo dos aposentados, pessoas que muitas vezes sequer consegue comer com o dinheiro da aposentadoria, porque precisam pagar contas, foram roubadas e os criminosos aparentemente ficarão impunes, restando agora que a Polícia Federal faça seu trabalho.

A decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal de encerrar a CPMI do INSS é só mais um golpe silencioso contra aqueles que já carregam o peso de uma vida inteira de trabalho. Em vez de aprofundar as investigações sobre fraudes que atingem diretamente aposentados e pensionistas, optou-se por interromper um processo que poderia trazer respostas, responsabilização e, sobretudo, algum alívio para quem foi lesado.

É impossível ignorar o impacto humano dessa escolha. Por trás de números e relatórios existem pessoas reais — idosos que dependem do benefício do INSS para sobreviver, comprar remédios e manter uma vida minimamente digna. Muitos foram vítimas de esquemas que drenaram recursos essenciais, deixando-os inseguros, angustiados e, em muitos casos, desamparados. Encerrar uma investigação nesse contexto transmite a mensagem de que suas dores são secundárias, claramente os ministros do STF não se importam com o sofrimento do povo brasileiro, primeiro, porque várias decisões do tribunal demonstram a falta de importância da vontade popular, segundo, porque vivem uma vida totalmente desconexa da realidade, principalmente dos mais pobres, os ministros vivem cercados de seguranças particulares, regalias, salários altíssimos e benefícios que o povo brasileiro mesmo que trabalhasse por anos não conseguiria.

A CPMI não era apenas um instrumento político; era uma esperança de justiça. Era a oportunidade de expor falhas, identificar culpados e evitar que novas vítimas surgissem. Ao interrompê-la, o STF acaba contribuindo para um sentimento generalizado de impunidade — justamente entre aqueles que mais precisam acreditar nas instituições.

Mais do que uma questão jurídica, trata-se de uma questão moral. Um país que falha em proteger seus idosos falha em proteger sua própria história. E decisões como essa reforçam a sensação de que, quando os mais vulneráveis são prejudicados, a resposta do sistema pode ser o silêncio — quando deveria ser ação, responsabilidade e justiça.

E a duvida que fica é: Por que votaram contra os idosos? Por que simplesmente pouco se importam com eles? Por que pode ser que ficaram com receio de se as investigações continuarem acabar chegando em alguém do tribunal? Talvez por que houve alguma ordem de cima para não manterem a CPMI?

Não sabemos ainda, mas devemos pensar, acabar com a CPMI do INSS que é um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil, não deixar que as investigações continuassem, não é normal.