O Erro de Aiatolá Khomeini: O Grande Satã Não é os EUA, é Israel. A América é Apenas o Seu Canhão.
O verdadeiro controlador do poder americano é Israel, sendo os EUA apenas um "canhão" — o instrumento militar e diplomático a serviço do projeto sionista.

Por décadas, a teologia política da República Islâmica do Irã cunhou os Estados Unidos como o "Grande Satã". É uma alcunha poderosa, que resume séculos de imperialismo e intervencionismo ocidental. Mas, com todo o respeito ao Aiatolá Khamenei, essa leitura, embora popular, erra o alvo principal. Os EUA não são o demônio; eles são a arma empunhada por ele. O verdadeiro Grande Satã, a fonte do poder corrompedor e da estratégia global, é o projeto judaico-sionista materializado em Israel.
Os Estados Unidos não agem por si mesmos. A história recente, escancarada pelos chamados "Arquivos Epstein", revela a verdadeira engrenagem do poder. Jeffrey Epstein não era apenas um financeiro pedófilo e satânista que fazia orgias e rituais com grandes figurões da elite americana; os arquivos apontam que ele operava como um agente de influência a serviço do Mossad. Sua missão era clara: coletar os podres, as fraquezas e os desvios da elite americana. A lista de contatos de Epstein, que incluía desde os Clintons até Donald Trump, era um verdadeiro catálogo de chantagem potencial.
Isso explica por que a política externa americana é tão imutavelmente subserviente a Israel, independentemente de quem ocupe a Casa Branca. Trump, que muitos acreditavam ser o "presidente do America First", age como um fantoche de Benjamin Netanyahu. Os democratas, por sua vez, têm os próprios esqueletos no armário, com os Clintons profundamente enredados na teia de Epstein. Assim, ambos os partidos estão reféns. O Irã, ao contrário da histeria ocidental, nunca representou uma ameaça existencial aos EUA. O Irã nunca invadiu solo americano, nunca atacou bases deliberadamente sem ser em autodefesa. O que o Irã representa é uma pedra no sapato do verdadeiro mestre.
Esta relação não é acidental; ela é fundacional. Os EUA foram concebidos não apenas como uma república, mas como o braço armado de uma elite maçônico-sionista cujo objetivo final é a consolidação do projeto da "Grande Israel". O maçom mais influente da história americana, Albert Pike, em suas cartas e escritos, delineou um plano para três guerras mundiais que culminariam na supremacia de um novo ordem mundial, profundamente enraizada no misticismo cabalista. Para essa elite, o território americano, seu poderio militar e sua diplomacia são meros instrumentos.
É sob essa ótica que devemos interpretar os horrores diários. O que importa para essa estrutura de poder explodir uma escola infantil para meninas em Minab, matando 85 crianças? O que importa o sangue inocente, se cada gota serve para alimentar o caos necessário para a expansão dos interesses sionistas? Os EUA, como o canhão, não têm consciência. Eles simplesmente atiram para onde a mão que os controla aponta. Enquanto o Irã e o mundo árabe continuarem a ver a América como a fonte primária do mal, estarão lutando contra a consequência, e não contra a causa.