Opinião
O Corporativismo e o Catolicismo Social em René de La Tour du Pin: um modelo para um dos problemas do mundo moderno
Uma exposição sobre a crítica católica ao liberalismo, apontando que a dissolução dos corpos intermediários — família, Igreja, municípios, corporações profissionais e comunidades orgânicas — lançou o indivíduo ao isolamento diante do Estado e do capital. A partir das formulações de René de La Tour du Pin e Albert de Mun, uma explicação do corporativismo cristão como alternativa tanto ao capitalismo liberal quanto ao socialismo revolucionário, distinguindo-o da apropriação centralizadora feita pelo fascismo italiano. Diante da concentração financeira e transnacional do capital contemporâneo, sustento que a restauração de uma sociedade corporativa exigiria ação política do Estado, não para absorver a sociedade, mas para reconstruir juridicamente os corpos sociais sob o princípio da subsidiariedade.
Laureano Gómez: o católico tradicionalista que enfrentou a democracia liberal na Colômbia
Laureano Gómez foi uma das figuras mais importantes do conservadorismo católico hispano-americano no século XX. Ex-presidente da Colômbia, intelectual tradicionalista, crítico da democracia liberal e defensor da ordem cristã, Gómez viu na política uma missão civilizacional: preservar a fé católica, a hispanidade, a autoridade e a continuidade histórica contra o liberalismo, o comunismo e a dissolução moral da modernidade.
Ou se é católico, ou se é olavista: o esoterismo gnóstico de Olavo de Carvalho em O Jardim das Aflições
Ao tratar a crise espiritual do Ocidente como fruto da ruptura entre “Pequenos Mistérios” e “Grandes Mistérios”, Olavo de Carvalho revela, em O Jardim das Aflições, uma concepção nitidamente gnóstica, esotérica e iniciática, incompatível com a fé católica. Ao apresentar a maçonaria como via legítima de iniciação subordinada a uma tradição superior, Olavo desloca a salvação do terreno da Revelação pública da Igreja para uma lógica de ascensão espiritual por graus. O resultado é claro: sob linguagem cristã, o olavismo abriga uma estrutura de pensamento estranha ao catolicismo. Ou se é católico, ou se é olavista.
Nossa Democracia é Romana ou Grega?
A diferença entre os dois modelos de democracia ajuda a entender os vícios oligárquicos do Estado Brasileiro.
As portas do inferno não prevalecerão contra a Santa Igreja Católica!
Erick Labanca é graduando em Direito e autor nas áreas de Direito, filosofia e teologia.
Como Vargas e a CLT Salvaram o Brasil de uma Revolução Comunista
Em meio ao caldeirão social da República Velha — marcado por trabalho semi-escravo no campo, jornadas extenuantes de até 14 horas nas cidades, repressão policial violenta às greves operárias e a máxima de que "questão social é caso de polícia" — o Brasil caminhava a passos largos para uma convulsão revolucionária de inspiração bolchevique. Foi a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, a partir de 1930, e a subsequente institucionalização de direitos trabalhistas consagrados na CLT que desarmaram esse cenário pré-revolucionário, cooptando a classe operária por meio de conquistas legais e esvaziando o apelo das ideias comunistas no país. A tese histórica é clara: sem Vargas e sua política trabalhista, o Brasil teria, muito provavelmente, sucumbido a uma revolução socialista bem-sucedida.
Silvio Almeida e o identitarismo masculino
A reação de Silvio Almeida às acusações feitas por Anielle Franco revela mais do que uma defesa pessoal: expõe o surgimento de uma possível linguagem identitária masculina dentro da própria esquerda. Ao mobilizar a figura do homem negro como vítima de perseguição política, racial e jurídica, o caso sugere como o feminismo identitário pode acabar produzindo, como resposta, um identitarismo masculino moldado pela mesma lógica de fragmentação, vitimização e disputa por reconhecimento.
Vídeo de apresentação da nova camisa da Seleção Brasileira e a romantização da favela
A nova campanha da CBF e da Nike para o uniforme da Seleção Brasileira na Copa de 2026 gerou críticas por reforçar uma estética que romantiza a pobreza, a vulgarização e a degradação social como símbolos da identidade nacional. O vídeo transforma miséria, violência e desordem em vitrine cultural, projetando ao mundo uma imagem caricatural e moralmente degradada do Brasil.
Os desdobramentos da misandria cultural e institucional
Escolas públicas difundindo, sob o pretexto de educação e proteção, uma visão generalizante que trata meninos como potenciais agressores desde a infância. Esse discurso, somado ao endurecimento legal e e o medo crescente entre os sexos, produzirá uma sociedade marcada por medo, segregação social, enfraquecimento da família e ruptura profunda do convívio entre homens e mulheres.








