Opinião

Os desdobramentos da misandria cultural e institucional

Escolas públicas difundindo, sob o pretexto de educação e proteção, uma visão generalizante que trata meninos como potenciais agressores desde a infância. Esse discurso, somado ao endurecimento legal e e o medo crescente entre os sexos, produzirá uma sociedade marcada por medo, segregação social, enfraquecimento da família e ruptura profunda do convívio entre homens e mulheres.

EPor Eduardo Carvalho
15 de mar. de 202645 Visitas
Os desdobramentos da misandria cultural e institucional

Caro leitor, este artigo é uma previsão. Quem vos escreve não acredita ser um "mãe de ná" ou coisas do gênero, mas sim alguém que observa, há anos, os rumos da atual cultura misândrica que domina o Brasil. O que se segue não é exercício de futurologia tosca, mas sim o desdobramento lógico de tendências já em curso.

Sou professor do ensino médio em escola pública e, dada a minha experiência, posso dizer claramente que o que é passado como norma didática para os alunos hoje é a criminalização dos meninos. Vi um vídeo de um pai relatando que, em um evento na escola de sua filha sobre o Dia Internacional da Mulher, houve uma palestra sobre o quão potenciais abusadores os meninos são. Na minha experiência profissional, vi coisas semelhantes. A escola, ela mesma, adotando esse discurso e disseminando-o na tenra infância, movida em conjunto por um noticiário tendencioso, acaba por colocar na cabeça das meninas que seu coleguinha ao lado é um perverso abusador em potencial e uma ameaça à sua integridade física e psicológica.

Sabe quais serão os resultados disso? Vários.

Primeiro, esse discurso parte do aparato doutrinador do Estado, que é a escola pública, e se transforma em lei. Assim, temos também o aparato repressor do Estado, e as leis são as conhecidas: Maria da Penha — que inverte o ônus da prova de forma bizarra —; lei de violência psicológica contra a mulher — perversamente subjetiva, passível de interpretações as mais absurdas —; lei Mariana Ferrer — que homenageia uma falsa acusadora comprovada e cria uma excepcionalidade que, na prática, impede o trabalho do advogado do réu e acaba com a ampla defesa e o contraditório. Juntam-se aqui o elemento doutrinador e o repressivo, e temos uma situação de acuamento, enforcamento, cerco e intimidação a qualquer homem em contato com qualquer mulher. As mulheres também passarão a ter um medo brutal de qualquer homem — como disse, trata-se de um discurso generalizante — e basicamente o convívio, o contato, será completamente evitado. Estou falando de uma simples aproximação, na rua, no shopping, no supermercado.

Segundo, movimentos como o redpill deixarão de ser nicho e se tornarão tremendamente populares. Mesmo que o Estado criminalize e proíba o discurso redpill na internet, ele crescerá clandestinamente por extrema necessidade. O resultado será a ausência de convívio social, empresas separando homens e mulheres — só não teremos empresas contratando apenas homens, por exemplo, porque, mais uma vez, o poder repressor do Estado impedirá. As mulheres conviverão numa sociedade em que não lhes será possível ter filhos e formar família, com dedicação focada unicamente no mercado de trabalho, e trabalharão até a morte, pois esse cenário de segregação social levará, logicamente, à queda da natalidade, tornando o sistema previdenciário insustentável. Serão forçadas a viver sozinhas ou a se relacionar amorosa e exclusivamente com mulheres — já há pesquisas que mostram o crescimento da bissexualidade e do lesbianismo entre jovens da chamada Geração Z. Aos homens, o mesmo: impossibilidade de se relacionar com mulheres, amorosa e amigavelmente, vivendo em guetos numa cultura hostil. E pior: homens têm desejo sexual mais aflorado que mulheres; são pouquíssimos os que conseguiriam viver a vocação do celibato. Assim, haverá um crescimento ainda maior em ferramentas de prostituição virtual, como OnlyFans e afins, prostituição física e, já que caminhamos, devido à inteligência artificial, para o trans-humanismo, um mercado de robôs sexuais femininos surgirá fortemente e atrairá muitos desses homens. Alguns, pior, podem buscar relações sexuais com outros homens.

Essa é a sociedade que a misandria produzirá. Casamentos e família existirão? Sim, mas em bolhas diminutas, inclusive católicos tradicionais, gente da Fraternidade São Pio X e da Resistência, e algumas seitas protestantes mais puritanas e moralistas. Fora isso, será algo tremendamente raro. Veremos a desgraça que isso será. O quão bizarro será uma sociedade sem família, sem filhos, com homens vivendo em guetos, sexualmente ativos por pornografia e robôs sexuais, mulheres homossexualizadas vivendo exclusivamente para o trabalho, e ambos os sexos segregados.