Suposto ÁUDIO VAZADO EXPÕE Ministros do STF em Reunião Secreta sobre Toffoli e Prolonga Crise na Corte
Crise no STF após divulgação de supostas transcrições de reunião sigilosa

Brasília, 13 de fevereiro de 2026 — Uma forte crise institucional tomou o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de transcrições literais de falas atribuídas a ministros numa reunião reservada que definiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Banco Master. O conteúdo divulgado, que circula na imprensa desde a manhã desta sexta-feira, gerou desconfiança entre integrantes da Corte, que levantam suspeitas de gravação clandestina do encontro.
Conteúdo divulgado e origem
De acordo com reportagem publicada recentemente, o site Poder360 divulgou trechos literais de declarações feitas na reunião fechada realizada na quinta-feira (12), na qual os ministros discutiram o relatório da Polícia Federal e a permanência de Toffoli como relator do processo que investiga irregularidades no Banco Master.
O material reproduz falas de vários ministros, incluindo manifestações favoráveis e contrárias à continuidade de Toffoli no caso — algo que surpreendeu os próprios magistrados, dada a natureza reservada do encontro.
Suspeita de gravação clandestina
Após a divulgação dos trechos, alguns ministros passaram a suspeitar que a reunião tenha sido gravada clandestinamente, visto que não houve autorização formal nem gravação oficial na sessão fechada. Parte do conteúdo divulgado parece refletir exatamente as falas proferidas no encontro, algo que contribuiu para o clima de desconfiança interna.
Negativa de Toffoli
O ministro Dias Toffoli negou veementemente ter gravado ou repassado qualquer conversa da reunião. Em entrevista concedida à coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada nesta sexta-feira, ele classificou a acusação de “absolutamente inverídica”, afirmou que não fez gravação alguma e declarou indignação com as insinuações.
“Não gravei ou relatei nada para ninguém. Nunca gravei uma conversa na minha vida”, disse Toffoli, segundo o relato divulgado.
O ministro chegou a levantar a hipótese de que, caso verdadeiras, as gravações poderiam ter sido feitas por algum funcionário do setor de tecnologia do STF, mas essa leitura tem gerado ainda mais desconforto nos bastidores da Corte.
Trechos atribuídos às falas
Embora não exista um documento oficial com todas as transcrições completas, as reportagens que repercutiram o conteúdo apontaram algumas declarações atribuídas aos magistrados. Entre as mais citadas estão:
Gilmar Mendes — teria afirmado que decisões de Toffoli contrariaram a Polícia Federal, sugerindo reação da corporação.
Cármen Lúcia — teria destacado críticas públicas ao STF e ponderado sobre a “institucionalidade”, mesmo declarando confiança em Toffoli.
Luiz Fux — teria dito que Toffoli tem “fé pública”.
Nunes Marques — classificou o relatório que embasou a discussão como “um nada jurídico”.
André Mendonça — questionou a atribuição de relação íntima que justificasse suspeição.
Flávio Dino e Cristiano Zanin — teriam criticado o relatório da Polícia Federal como inconsistência jurídica.
Repercussão institucional
A divulgação das supostas transcrições provocou desconforto e uma quebra de confiança entre os ministros, que até agora não se manifestaram oficialmente sobre a autenticidade dos diálogos publicados.
Em nota divulgada igualmente hoje, a Corte reafirmou apoio a Toffoli, declarou que os atos por ele praticados na relatoria do caso foram válidos, mas confirmou sua saída do processo, que será redistribuído por sorteio entre os demais ministros.
Transcrição obtida pelo jornal Poder360 (link abaixo):
GILMAR MENDES Depois da exposição inicial de Toffoli, a palavra passou para Gilmar Mendes. “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”. Mais antigo na Corte, o decano adiantou então que seu voto seria pela rejeição da arguição de suspeição de Toffoli. Mas disse que concordava com o que havia dito mais cedo, na reunião menor, a ministra Cármen Lúcia: que o caso teria de ser resolvido logo, antes do Carnaval. Cármen e Fachin haviam...
Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-justica/pressao-politica-empurrou-stf-para-tirar-toffoli-do-caso-master/)
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