Opinião

Teóricos da conspiração, vocês estão inocentados.

E-mail e arquivos do Caso Epstein obrigam um pedido de desculpas aos conspiracionistas.

EPor Eduardo Carvalho
1 de fev. de 2026743 Visitas
Teóricos da conspiração, vocês estão inocentados.

A divulgação dos e-mails do Caso Epstein evidenciou ao mundo o caráter satânico da elite americana. Os relatos de casos de pedofilia incluíam sacrifícios humanos e perversidade sexual das mais perturbadoras, não poupando ninguém. Vão de intelectuais queridinhos do establishment ocidental — Noam Chomsky — passando por banqueiros, financistas e bilionários judeus (Bill Gates, Elon Musk...), chegando à elite política republicana e democrata (Trump, Clinton...). Ninguém se salva. 

Segundo o próprio vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, há imagens ainda não reveladas de abusos, ferimentos e mortes de crianças nos arquivos de Epstein, mas que não serão abertas ao público. A sujeira e depravação não têm limites. 

Orgias das mais diversas envolvendo crianças, relatos de um ex-presidente americano estuprador e desmembramentos de crianças. Um príncipe britânico torturando uma adolescente. Era comum, na elite parisiense do século XVIII, a leitura dos escritos do Marquês de Sade. No Antigo Regime e durante a Revolução Francesa, a elite parisiense tinha forte contato com a chamada literatura filosófica clandestina. Sade circulava nesse mesmo circuito, ao lado de autores como La Mettrie, D’Holbach e Voltaire (em versões mais radicais), lidos desde aristocratas a membros do alto clero e à burguesia ilustrada. Parece então que esse costume se estendeu por mais dois séculos: assim como a Bíblia e o Catecismo são para um cristão, assim são "Justine" e "Juliette" para a elite, que é a mesma da época da Revolução, não mudou. 

“A elite financeira americana é satânica!”, dizem os supostos louquinhos conspiracionistas. “Teoria da conspiração!”, diz a grande imprensa, os acadêmicos, o establishment político e econômico. E o que dizem os e-mails de Epstein? Jeffrey Epstein tinha uma conta bancária chamada "Baal" e pediu a alguém no JPMorgan que lhe transferisse mais de US$ 11.000. Para quem não leu a Sagrada Escritura, basta lembrarmos que Baal é uma divindade cananeia da fertilidade, para a qual israelitas realizavam rituais pagãos que envolviam adoração em altares, incluindo a oferta de sacrifícios, e são descritos na Bíblia como uma idolatria que provocava a ira de Deus, com passagens no livro de Jeremias mencionando a queima de crianças como sacrifício em locais como o Vale de Hinom (Tofet) para Baal e Moloque, práticas condenadas pelos profetas como Elias, que as confrontou em um famoso desafio do fogo no Monte Carmelo. 

Os casos de pedofilia e sacrifícios humanos que vieram à tona neste caso são uma continuação das antigas práticas ritualísticas dedicadas a Baal, é a mesma idolatria descrita no Velho Testamento, transportada para o século XX e XXI pelos mesmos judeus, agora, financistas e banqueiros. Mas era tudo teoria da conspiração defendida por louquinhos antissemitas fãs do “Bigodinho”. 

Além disso, essa mesma elite pedo-satânica mantinha relações umbilicais com Israel, inclusive com denúncias do próprio Epstein de como agem os financistas e capitalistas judeus para lucrarem rios de dinheiro de forma imoral, à revelia dos outros agentes econômicos não judeus, os "goyim" — expressão de origem hebraica frequentemente usada de maneira pejorativa para se referir a não judeus: 

“É assim que o judeu ganha dinheiro… e fez fortuna nos últimos dez anos, vendendo a descoberto futuros de transporte marítimo, deixando os goyim lidarem com o mundo real. ———— das Notícias de Navegação — o crescimento mais dramático tem sido nos futuros de transporte marítimo, que permitem às empresas de navegação reduzir riscos. Os futuros mais populares são os contratos de frete a termo (FFAs), para entregar mercadorias em uma rota específica em algum momento no futuro. Eles cresceram, no último ano, até atingir aproximadamente o tamanho do mercado físico, de acordo com Bill Lines, da Baltic Exchange, um mercado de navegação em Londres que vende FFAs. Muitos no setor têm sido desconfiados desse tipo de futuro, porque sempre foram avessos a fazer hedge de suas apostas — assumir riscos é, afinal, parte do jogo — e também avessos a instrumentos financeiros complicados que eles não compreendem realmente.” (e-mail de Epstein destinado a Roger Schank em 23 de outubro de 2009) 

No corpo da mensagem, Epstein comenta o crescimento dos chamados Forward Freight Agreements (FFAs), contratos futuros utilizados no setor de transporte marítimo para proteção contra oscilações de preço. O financista sugere que operadores financeiros judeus lucrariam com esses instrumentos enquanto empresas tradicionais lidariam com os riscos do “mundo real”. Ora, ora, quem diria, né? Mas era tudo teoria da conspiração. 

Como mostra recente postagem do jornalista Glenn Greenwald na rede social X, tudo dá a entender que Epstein era um agente do Mossad para comprometer toda a elite americana e deixá-la de joelhos perante os interesses judaicos e sionistas, com um bom acordo de leniência para ele mesmo, inclusive: 

"Um dos aspectos mais conhecidos da saga Epstein é que o então procurador dos EUA, Alex Acosta, afirmou ter concedido a Epstein um acordo judicial tão surpreendentemente leniente porque lhe disseram que Epstein 'pertencia à inteligência'. Essa afirmação baseou-se, por muito tempo, em uma única fonte anônima do tabloide Daily Beast, e Acosta negou explicitamente ter dito isso. 

Mas agora há mais provas e mais detalhes. Este relatório do FBI descreve uma fonte confidencial relatando a mesma coisa sobre Acosta, e afirma que foi o advogado de Epstein, Alan Dershowitz, quem disse que Acosta teve que dar a Epstein um acordo leniente porque Acosta foi informado sobre seus laços com a inteligência: referindo-se tanto à inteligência americana quanto ao Mossad." 

E entre essa mesma elite e seus veículos de comunicação, soava um deboche público àqueles supostos "malucos" que denunciavam a existência de uma elite americana pedófila, satânica e judia, que por trás dos ternos limpos, do discurso bem articulado, das fundações filantrópicas, das causas de direitos humanos, defesa do meio ambiente, havia em substância — aquilo que está por baixo — uma depravação moral e sexual de caráter ritualístico, de estupros de crianças, até canibalismo, e quando se trata de depravações, o céu é o limite, ou melhor, o inferno. 

Mas afinal, eles estavam certos. A QAnon estava certa, o Sound of Freedom estava certo, Mel Gibson estava certo. Os doidinhos de rodoviária estavam certos. 

Quem os acusou de teóricos da conspiração e não faz parte dessa elite pedo-satânica lhes deve um pedido de desculpas. 

Um último adendo: isso está tão enraizado na elite ocidental, burguesa, judaica e satânica — que só a substituição desta por uma elite aristocrática fundada numa sociedade católica que parará os rituais satânicos e pedófilos. Na sociedade da Revolução Francesa, das sociedades secretas, do império financeiro judaico, não será a exposição pública que a parará, pois são figuras influenciadas profundamente pelo próprio Satanás.