Direito

Você não verá na grande mídia: mulher é presa suspeita de matar o marido após discussão por causa de Wi-Fi no Paraná

Uma mulher de 32 anos foi presa preventivamente em Cafelândia, no Paraná, suspeita de matar o marido com um tiro após uma discussão por causa do Wi-Fi da casa. Segundo a investigação, o crime ocorreu na frente do filho do casal, e a polícia sustenta que a suspeita tentou alterar a cena para sustentar a versão de acidente.

EPor Eduardo Carvalho
31 de mar. de 202613 Visitas
Você não verá na grande mídia: mulher é presa suspeita de matar o marido após discussão por causa de Wi-Fi no Paraná

Uma mulher de 32 anos foi presa preventivamente em Cafelândia, no oeste do Paraná, suspeita de matar o próprio marido com um tiro depois de uma discussão doméstica relacionada ao funcionamento da internet da residência. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o caso ocorreu na zona rural do município e a investigação sustenta que o homem teria se recusado a consertar o aparelho de internet naquele momento, o que deu início ao desentendimento.

De acordo com a apuração divulgada pela Polícia Civil e repercutida pelo Metrópoles, a mulher teria pegado uma espingarda calibre .22 e efetuado o disparo contra o companheiro. Os investigadores também afirmam que houve uma tentativa de novo disparo, mas a arma falhou. A linha investigativa adotada pelas autoridades contraria a versão inicial apresentada pela suspeita, que alegou tratar-se de um acidente com a arma durante uma suposta manutenção feita pela própria vítima.

A investigação aponta contradições relevantes no relato apresentado pela mulher. Conforme os elementos reunidos pela polícia, a cena do crime teria sido alterada, com mudança da posição da arma e de objetos ligados à ocorrência. Além disso, a perícia descartou a hipótese de autodisparo ao apontar ausência de indícios compatíveis com tiro encostado ou a curta distância. Outro ponto destacado pelos investigadores é que a vítima era destra, mas foi atingida no braço esquerdo, o que enfraquece a tese de acidente provocado por ela mesma.

O caso ganha contornos ainda mais dramáticos porque, segundo a investigação, a única testemunha presencial foi o filho do casal. De acordo com a polícia, a criança procurou ajuda de familiares logo após o disparo e relatou que a mãe havia atirado no pai. O depoimento foi considerado peça importante para a elucidação do caso, ao lado dos laudos periciais e dos relatos de familiares e testemunhas sobre brigas frequentes no ambiente doméstico.

A suspeita deve responder por homicídio qualificado, por motivo fútil e com recurso que teria dificultado a defesa da vítima. A Polícia Civil do Paraná também informou que ela foi indiciada por fraude processual, sob a suspeita de ter interferido no local do crime e em elementos materiais da investigação. Ela permanece presa e à disposição da Justiça.

Créditos: matéria elaborada com base na reportagem de Mirelle Pinheiro, com assinatura de Eduarda Paixão, publicada no Metrópoles, e em informações oficiais da Polícia Civil do Paraná.