
Eduardo Carvalho
"Eduardo Carvalho é professor de História e Filosofia, fundador e editor-chefe do jornal A Muralha. Foi colunista do portal Hermenêutica Política. Trabalhou com coordenação de campanha política nas eleições de 2018 e 2022. Escreve sobre temas de história, filosofia política e política internacional."
Acervo do Autor
Aldo Rebelo no Canal Livre mostra que ainda há espaço para uma candidatura nacional, experiente e soberanista
A participação de Aldo Rebelo no Canal Livre, exibido no domingo, 26 de abril, ao lado de Renan Santos, foi uma das demonstrações mais consistentes de que ainda existe espaço para uma alternativa nacional no debate presidencial de 2026. Em uma edição especial voltada ao cenário sucessório, o programa reuniu os dois pré-candidatos à Presidência para discutir polarização, segurança pública, estratégias eleitorais e projetos para o Brasil. Aldo, pelo Democracia Cristã, apareceu como uma voz madura, preparada e profundamente enraizada na realidade nacional. Renan Santos, presidente do Partido Missão e figura ligada ao MBL, também apresentou suas posições, mas foi Aldo quem trouxe ao debate a densidade de quem conhece o Estado brasileiro por dentro.
Araghchi deixa equipe de Trump no vácuo em Islamabad e encontra Putin em Moscou: a imagem de uma derrota diplomática dos EUA
A tentativa dos Estados Unidos de reabrir negociações com o Irã sofreu um constrangimento público em Islamabad, no Paquistão, depois que Abbas Araghchi deixou o país sem se reunir com os emissários de Donald Trump. Pouco depois, o chanceler iraniano seguiu para a Rússia e foi recebido por Vladimir Putin, que elogiou a resistência iraniana e prometeu apoio diplomático. A sequência reforçou a percepção de que Washington perdeu iniciativa política na guerra e agora tenta transformar pressão militar em negociação, sem conseguir impor ao Irã uma imagem de rendição.
Uma Defesa Católica da Licitude da Pena de Morte
Este artigo defende que a pena de morte sempre foi considerada lícita pela Tradição católica, pelos Pais e Doutores da Igreja, pelo Catecismo Romano de Trento, pelo Catecismo de São Pio X e pelo Magistério anterior ao Vaticano II. O texto argumenta que a atual condenação da pena capital como “inadmissível”, presente no Catecismo após a alteração de 2018, não representa simples desenvolvimento doutrinal, mas uma ruptura com o ensino tradicional da Igreja. A tese central é que a pena de morte, quando aplicada pela autoridade legítima, com devido processo, reta intenção e proporcionalidade, pertence ao campo da justiça retributiva e do bem comum, não podendo ser reduzida apenas à questão dos meios modernos de contenção criminal.
Ou se é católico, ou se é olavista: o esoterismo gnóstico de Olavo de Carvalho em O Jardim das Aflições
Ao tratar a crise espiritual do Ocidente como fruto da ruptura entre “Pequenos Mistérios” e “Grandes Mistérios”, Olavo de Carvalho revela, em O Jardim das Aflições, uma concepção nitidamente gnóstica, esotérica e iniciática, incompatível com a fé católica. Ao apresentar a maçonaria como via legítima de iniciação subordinada a uma tradição superior, Olavo desloca a salvação do terreno da Revelação pública da Igreja para uma lógica de ascensão espiritual por graus. O resultado é claro: sob linguagem cristã, o olavismo abriga uma estrutura de pensamento estranha ao catolicismo. Ou se é católico, ou se é olavista.
Entreguista e neoliberal, governo Lula descarta Terrabras e prioriza setor privado em área estratégica
O governo Lula decidiu descartar a criação da Terrabras, estatal voltada aos minerais críticos, e passou a priorizar uma solução baseada em incentivos ao setor privado. A medida, tomada em meio à crescente disputa global por lítio, terras raras e níquel, é vista como mais um gesto de viés neoliberal e entreguista, ao abrir mão de um instrumento de soberania nacional justamente em uma área estratégica para o futuro industrial e tecnológico do Brasil.
Terras raras entregues: venda da Serra Verde aos EUA expõe omissão de Lula e articulação de Caiado
A americana USA Rare Earth anunciou a compra da brasileira Serra Verde, dona da mina Pela Ema, em Goiás, por cerca de US$ 2,8 bilhões. O negócio, ainda sujeito a aprovações regulatórias, dá a uma empresa apoiada por Washington o controle de um dos ativos mais estratégicos de terras raras fora da Ásia. A operação expõe a responsabilidade política de Ronaldo Caiado, que aproximou Goiás dos EUA no setor mineral, e de Lula, cujo governo criticou riscos à soberania, mas não impediu o avanço estrangeiro sobre uma cadeia decisiva para defesa, tecnologia e indústria do futuro.
Manifesto da Palantir escancara a nova guerra pelo poder: inteligência artificial, soberania e militarização do Estado
: A Palantir, uma das empresas mais influentes do setor de dados, inteligência artificial e defesa dos Estados Unidos, provocou forte repercussão internacional ao publicar um manifesto de 22 pontos que resume a visão política de The Technological Republic, livro do CEO Alex Karp e de Nicholas Zamiska. O texto defende uma nova aliança entre Vale do Silício, Estado e indústria militar, sustenta que o “poder duro” do século XXI será construído por software
Gilmar Mendes aciona Zema e transforma sátira política em caso de polícia no STF
Gilmar Mendes pediu que Romeu Zema seja investigado no Inquérito das Fake News após a publicação de um vídeo satírico com fantoches representando ministros do STF. A medida, enviada a Alexandre de Moraes e encaminhada à PGR, reacende críticas ao uso de um inquérito sigiloso para intimidar opositores e transformar sátira política em caso criminal.
Assembleia Católica da Terra Santa condena profanação de imagem de Cristo por soldado israelense no Líbano
A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, em comunicado assinado pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa, condenou a profanação de uma imagem de Jesus Crucificado por um soldado israelense em uma vila cristã no sul do Líbano. A entidade afirmou que o episódio se soma a outros casos relatados de desrespeito a símbolos cristãos por soldados do IDF e cobrou responsabilização imediata. Autoridades israelenses condenaram o ato e prometeram investigação.








