
Eduardo Carvalho
"Eduardo Carvalho é professor de História e Filosofia, fundador e editor-chefe do jornal A Muralha. Foi colunista do portal Hermenêutica Política. Trabalhou com coordenação de campanha política nas eleições de 2018 e 2022. Escreve sobre temas de história, filosofia política e política internacional."
Acervo do Autor
Eduardo Bolsonaro e Nikolas expõem a guerra fratricida da direita brasileira
O atrito entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira expôs mais do que um desentendimento passageiro. Revelou a guerra fratricida que corrói a direita brasileira por dentro, numa disputa cada vez menos disfarçada por liderança, influência e herança política.
Trump sobe o tom contra o Irã, mas discurso apocalíptico pode esconder mais um blefe calculado
A nova fala de Trump contra o Irã, em tom apocalíptico, parece menos um anúncio inequívoco de ataque imediato e mais uma repetição de seu padrão recente: ameaças máximas, prazos sucessivamente adiados e negociação paralela. O risco de guerra existe, mas o discurso também pode ser lido como blefe estratégico para pressionar o Irã e dominar o noticiário.
Cristo, o Deus da história e da distinção plena entre o justo e o injusto.
Cristo se destaca na história das religiões por unir base histórica sólida e perfeição moral absoluta. Diferente de figuras míticas como Krishna ou Rama, Jesus existiu em contexto concreto e sua vida não apresenta qualquer desvio ético — sendo o parâmetro máximo para distinguir o justo do injusto, especialmente na sua paixão e condenação.
Silvio Almeida e o identitarismo masculino
A reação de Silvio Almeida às acusações feitas por Anielle Franco revela mais do que uma defesa pessoal: expõe o surgimento de uma possível linguagem identitária masculina dentro da própria esquerda. Ao mobilizar a figura do homem negro como vítima de perseguição política, racial e jurídica, o caso sugere como o feminismo identitário pode acabar produzindo, como resposta, um identitarismo masculino moldado pela mesma lógica de fragmentação, vitimização e disputa por reconhecimento.
Você não verá na grande mídia: mulher é presa suspeita de matar o marido após discussão por causa de Wi-Fi no Paraná
Uma mulher de 32 anos foi presa preventivamente em Cafelândia, no Paraná, suspeita de matar o marido com um tiro após uma discussão por causa do Wi-Fi da casa. Segundo a investigação, o crime ocorreu na frente do filho do casal, e a polícia sustenta que a suspeita tentou alterar a cena para sustentar a versão de acidente.
Baixa aprovação de Lula não é incoerente com a economia real
Apesar da narrativa oficial e de parte da imprensa de que a economia brasileira estaria “bem”, os dados mostram um quadro muito menos favorável: crescimento fraco, perda de fôlego da atividade, baixa produtividade, indústria enfraquecida, custo de vida ainda elevado, endividamento das famílias em patamar recorde e aumento da carga tributária. Nesse cenário, a baixa aprovação de Lula não é incoerente, mas reflexo direto de uma economia que pode exibir alguns indicadores positivos no papel, enquanto, na vida real, transmite sensação de aperto, estagnação e empobrecimento da classe média.
Censura: PL 1424/2026 de Tabata Amaral quer calar críticas ao sionismo
Projeto de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e outros 44 parlamentares utiliza definição controversa da IHRA para criminalizar o antissionismo, equiparando oposição política a Israel a racismo; texto provoca racha na esquerda e já sofre desistências
Proibição a Pizzaballa no Santo Sepulcro no Domingo de Ramos afronta a liberdade de culto dos católicos em Jerusalém
A decisão da polícia israelense de impedir, neste domingo, 29 de março de 2026, a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do custodiante da Terra Santa no Santo Sepulcro para a celebração da Missa de Domingo de Ramos representa um precedente gravíssimo. Mesmo em meio à guerra e às restrições de segurança, a medida foi classificada pelas autoridades católicas locais como desproporcional, irrazoável e contrária à liberdade de culto e ao status quo dos lugares santos de Jerusalém.
Base governista derruba relatório da CPMI do INSS e trata resultado como vitória política
A base governista impôs uma derrota à oposição na CPMI do INSS ao rejeitar, por 19 votos a 12, o relatório final do deputado Alfredo Gaspar, encerrando a comissão sem parecer aprovado. Parlamentares alinhados ao Planalto comemoraram o resultado como vitória política, após articularem nos bastidores para barrar um texto que previa mais de 200 indiciamentos e atingia nomes sensíveis ao governo.








