
Eduardo Carvalho
"Eduardo Carvalho é professor de História e Filosofia, fundador e editor-chefe do jornal A Muralha. Foi colunista do portal Hermenêutica Política. Trabalhou com coordenação de campanha política nas eleições de 2018 e 2022. Escreve sobre temas de história, filosofia política e política internacional."
Acervo do Autor
Um diagnóstico do fracasso da Seleção Brasileira em mais uma Copa do Mundo — e também das seleções da Alemanha e da Itália
Alemanha, Itália e Brasil, as três maiores seleções da história, atravessam crises que vão muito além da falta de resultados. Os alemães abandonaram características tradicionais, como verticalidade, força e disciplina, para imitar modelos de posse; os italianos sofrem com decadência demográfica, econômica e estrutural; e o Brasil, embora continue formando grandes talentos, passou a moldá-los segundo as exigências do mercado europeu, multiplicando pontas e reduzindo a produção de meias, laterais e centroavantes. Sem identidade própria e submetidas a modelos importados ou interesses financeiros, essas seleções já não sabem que futebol desejam praticar.
A minha única crítica aos tradicionalistas
Embora defenda corretamente a Tradição, a Missa de sempre e a crítica ao modernismo, parte do meio tradicionalista católico assimilou pressupostos do liberalismo econômico, afastando-se da Doutrina Social da Igreja e da realidade concreta das famílias e dos trabalhadores. O resultado é um tradicionalismo por vezes elitista, esteticista e socialmente indiferente, incapaz de compreender que a restauração católica também exige uma ordem econômica, política e comunitária submetida à justiça, ao bem comum e à realeza social de Cristo.
Sem Dom Marcel Lefebvre, a Missa Tridentina teria desaparecido
Em defesa de Dom Marcel Lefebvre.
Réquiem para o Brasil
Entre a memória de uma grande civilização possível e a realidade de um país cultural, político e espiritualmente em ruínas.
EUA aceitam termos de Teerã e transformam guerra contra o Irã em derrota estratégica
A tentativa dos Estados Unidos de dobrar o Irã terminou com um acordo que preserva os principais instrumentos de soberania de Teerã: controle sobre o Estreito de Ormuz, manutenção do programa de mísseis e um fundo de reconstrução estimado em US$ 300 bilhões.
Governo grita “soberania” contra os EUA, mas corta verba do Exército e enfraquece fronteiras contra o crime
Contingenciamento de R$ 4,3 bilhões na Defesa levou o Exército a suspender operações em áreas estratégicas de fronteira, justamente quando PCC e Comando Vermelho passam a ser tratados pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
Caso Henry Borel: quando a “perspectiva de gênero” transforma assassina omissa em vítima
Ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, a fundamentação baseada em “misoginia”, “cultura patriarcal” e “mãe perfeita” expõe uma distorção grave: a ideologia feminista entrando no Judiciário para relativizar a responsabilidade de uma adulta diante da morte de uma criança.
O que pode acontecer após os EUA classificarem PCC e CV como grupos terroristas
A decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas abre uma nova fase no combate internacional ao crime organizado brasileiro. O efeito mais imediato, porém, não será uma “guerra americana” em território nacional, mas um cerco financeiro, jurídico e diplomático com potencial de atingir bancos, empresas, operadores logísticos, fintechs, políticos locais e qualquer estrutura econômica que mantenha relação direta ou indireta com as facções.
Fim da escala 6x1: a Doutrina Social da Igreja reconhece o direito ao descanso, mas exige prudência com os pequenos negócios
A aprovação do fim da escala 6x1 na comissão especial da Câmara reacende o debate sobre a dignidade do trabalho no Brasil. À luz da Doutrina Social da Igreja, especialmente de Rerum Novarum e Quadragesimo Anno, a redução da jornada e a garantia de maior descanso ao trabalhador respondem a uma exigência moral: o homem não pode ser tratado como mera peça da engrenagem econômica. No entanto, a medida exige prudência, pois sua aplicação sem transição adequada, diferenciação por porte empresarial e apoio aos pequenos e médios negócios pode gerar efeitos indesejados, como demissões, informalidade, aumento de custos e fechamento de empresas. A questão, portanto, não deve ser reduzida a uma disputa ideológica, mas enfrentada com justiça social, responsabilidade econômica e atenção ao bem comum.








